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03 Maio 2012

Três mensagens de um povo para o mundo

Quando olhamos para o mundo à nossa volta, o que é que vemos? Problemas a toda a volta: economia, pobreza social, catástrofes naturais, guerras, doenças mortais, ameaça de armamento nuclear, abuso de crianças, aumento do crime, moralidade da sociedade, etc. É precisamente para este mundo que o livro de Apocalipse apresenta uma solene mensagem:

E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo. Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. E outro anjo seguiu, dizendo: Caiu, caiu babilônia, aquela grande cidade, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição. E seguiu-os o terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão, também este beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro. E o fumo do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, e aquele que receber o sinal do seu nome. Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” (14:6-12).

Diz o texto que se vêm anjos voando pelo céu. Será que estas mensagens são trazidas por três anjos literais que rodeiam a Terra a grande velocidade, gritando para toda a gente ouvir?

Na Bíblia, “anjos” (literais) são descritos como ajudantes do ser humano na proclamação de uma mensagem. Eles são mensageiros celestiais auxiliando seres humanos que voluntariamente de dispõem para essa obra.

Em Apocalipse 1:1-3 lemos:

Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo; o qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, e de tudo o que tem visto. Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.

A sequência que aqui reparamos, é: Deus deu a Jesus para mostrar a Seu servo – Jesus diz a João a mensagem – João dá a mensagem à igreja (v. 4: “João às sete igrejas…”) – a igreja dá a mensagem ao mundo.

No grego, língua usada para composição do Novo testamento, a palavra para anjo é “angelos”, que quer dizer “mensageiro”, havendo várias pessoas na segunda parte da Bíblia que são tratadas por “anjo” (ou palavras derivadas), sempre no contexto de “mensageiros”.

a) Mateus 11:10 – João Batista (“diante da Tua face envio o meu anjo, que preparará diante de Ti o Teu caminho”);
b) Gálatas 4:14 – Paulo ("me recebestes como anjo de Deus”);
c) Filipenses 2:25 – Epafrodito (“seu enviado”);
d) Tiago 2:25 – espias em Jericó ([Raabe] “recolheu os emissários”);

Deus não entregou a pregação do evangelho a anjos literais, a seres celestiais. Essa obra é para os seres humanos executarem, ajudados pela hoste angélica. Foram eles, os humanos, os que foram comissionados em Mateus 28:18-20:

E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.

“Ide e fazei discípulos” – sinceramente, não percebo muito de pecuária; mas sei que o Pastor cuida das ovelhas, mas não as produz; ovelha é que gera ovelha; discípulo gera discípulo.

Um gato pode produzir um gato; uma abelha pode produzir uma abelha; um papagaio pode produzir um papagaio; por todo o reino animal, é assim. E, um homem pode produzir um homem; um redimido pode produzir outro redimido; um anjo (literal), não pode produzir um redimido – porque um anjo (literal) não é um redimido.

Outra evidência: em Atos 8:26, comprova-se que os anjos celestiais auxiliam os seres humanos na proclamação da mensagem, quando Filipe foi instruído por um anjo a encontrar-se com o eunuco etíope.

Os anjos entregam a mensagem e auxiliam no desempenho da missão – mas os homens é que proclamam a mensagem. E assim também acontece com as mensagens de Apocalipse 14.

Note-se que Jesus tinha vários discípulos e deu a comissão evangélica a todos – não apenas aqueles que, supostamente, eram mais capazes, mas sim a todos os membros da igreja. Assim, nenhum membro está excluído da convocação que o próprio Senhor fez.

No verso 6 lemos que o anjo “voava pelo meio do céu” – por aqui vemos que se trata de uma mensagem de origem celestial, pois na Bíblia, o que vem de cima (ar, céu) é de Deus; o que vem de baixo (mar, terra, abismo) é sempre de Satanás.

Colossenses 3:2 diz “pensai nas coisas que são de cima e não nas que são de baixo”. Tiago 3 fala de uma sabedoria que "não vem do alto", mas também de uma “sabedoria que vem do alto”. Ainda em Apocalipse, percebemos claramente este mesmo conceito de mensagem celestial, divina: “vi descer do céu outro anjo” (18:1) – se desce, é porque, mais uma vez, vem de cima.

No verso 7 é dito que o mensageiro deve anunciar “com grande voz”. A palavra no grego para esta expressão é “megaphone”, facilmente entendida nas suas derivações para a língua portuguesa.

Aqui não há demasiada diplomacia ou o politicamente correto. Há lugar, sim, à pregação da mensagem – as consequências e resultados ficam sempre à responsabilidade de Deus. Repare no pormenor da ordem de Jesus em Mateus 10:27:

O que vos digo em trevas dizei-o em luz; e o que escutais ao ouvido, pregai-o sobre os telhados.

Voltando a Apocalipse 14, vemos também que os anjos voavam. A que velocidade voa um anjo? (Em profecia, “asas” – que são necessárias ao voo – indicam ação veloz.) Vejamos Ezequiel 1:13-14 (contexto: seres viventes que representam a hoste angélica).

E, quanto à semelhança dos seres viventes, o seu aspecto era como ardentes brasas de fogo, com uma aparência de lâmpadas; o fogo subia e descia por entre os seres viventes, e o fogo resplandecia, e do fogo saíam relâmpagos; E os seres viventes corriam, e voltavam, à semelhança de um clarão de relâmpago.

O texto menciona “clarão de relâmpago”, indicando a velocidade da luz, que é a mais rápida velocidade humanamente conhecida (teoria que já é debatível); não se refere a velocidade de caracol, lentidão na exposição da mensagem.

Encontramos outra evidência desta imagem da velocidade dos anjos em Lucas 10:18, referindo-se ao principal anjo da hoste caída: “e disse-lhes: Eu via Satanás, como raio, cair do céu”.

Às vezes temos tendência para nos justificarmos com frases do tipo: “cada um tem o seu tempo” e outras semelhantes; mas o texto bíblico indica uma proclamação a toda a velocidade.

Contudo, e curiosamente, há uma velocidade ainda superior à da luz que é mencionada na Bíblia, associada a velocidade angelical!

Em Daniel 9, o profeta queria saber acerca da profecia das 2.300 tardes e manhãs. Gabriel, o anjo, deixou o trono quando Daniel orava e antes que a oração acabasse, Gabriel estava ao lado dele.

Estando eu, digo, ainda falando na oração, o homem Gabriel, que eu tinha visto na minha visão ao princípio, veio, voando rapidamente, e tocou-me, à hora do sacrifício da tarde. Ele me instruiu, e falou comigo, dizendo: Daniel, agora saí para fazer-te entender o sentido.” (Daniel 9:21-22)

Não consigo saber que distância se precisa percorrer para um trajeto do céu até Babilónia; mas se Gabriel chegou ao destino antes mesmo de Daniel terminar a oração, não me custa acreditar que ele se deslocou mais rápido do que a luz

As mensagens de Apocalipse 14 são de âmbito mundial, global, não restrito ou exclusivo, pois no verso 6 lemos que se destinam “aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação e tribo e língua e povo”.

Os dispensacionalistas, cristãos protestantes conservadores, principalmente residentes da América do Norte, acreditam no chamado arrebatamento secreto. Dizem que Apocalipse capítulos 4-19 é apenas para os judeus no Médio Oriente, para o tempo de tribulação que virá, depois da igreja ser secretamente arrebatada. Mas, o verso 6 diz “a toda a nação e tribo e língua e povo”, o que desde logo começa a desmontar aquela argumentação!

Esta noção de globalidade já tinha sido predita, por Jesus:

E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.” (Mateus 24:14)

E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.” (Marcos 16:15)

Pregar o evangelho é levá-lo a todas as pessoas de todo o mundo, trazendo o máximo possível de pessoas para o campo de Deus, encontrando salvação. Isto porque, Satanás criou uma contrafação para as mensagens dos três anjos de Apocalipse 14, que também leva a todo o mundo, criando perdição. Veja Apocalipse 16:13-14:

E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta vi sair três espíritos imundos, semelhantes a rãs. Porque são espíritos de demónios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis da terra e de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Deus Todo-Poderoso.”

O que são espíritos imundos? Quando Jesus expulsou espíritos imundos (Lucas 4:33-36), o que eram eles? Eram demónios. E o que são demónios? São anjos caídos.

Então, fica provado que Satanás também tem três mensagens angélicas. O verso 14 deixa bem claro que estes demónios vão “ao encontro”, primeiramente dos reis e, depois, de todo o mundo – o que demonstra alcance global. E sobre estes espíritos demoníacos diz que, saem “da boca”. E o que sai da boca? Palavras, proclamação (de uma mensagem)!

Qual o propósito? Pois bem, se as mensagens dos três anjos têm o propósito de arregimentar para Deus, as mensagens dos três demónios têm o objetivo de arregimentar para Satanás, contra Deus.

E, reforçando, porque razão Deus quer que os Seus mensageiros vão por todo o mundo? Porque Babilónia, o grande sistema de erro e engano, controla as pessoas de todo o mundo. E elas precisam ser advertidas!

Um pouco mais à frente no oráculo profético do livro de Apocalipse 17:1, fala-se de uma prostituta que está “assentada sobre muitas águas”.

Ora, normalmente, quem “se assenta” é o monarca, o rei, o governador.  E o que são “muitas águas”? O verso 15 esclarece que “as águas que viste onde se assenta a prostituta, são povos, e multidões, e nações e línguas”. Assim, essa mulher adúltera reina, exerce poder sobre muita gente, de todas a partes da terra – por isso se faz menção a nações e línguas.

Mais uma vez comprovamos a frequente e recorrente estratégia de Satanás: para tudo o que Deus faz, Satanás contrafaz. Veja outras evidências.

a) A Divindade é composta por três entidades distintas; Satanás também tem a sua trindade: dragão, besta e falso profeta;
b) No Calvário, Jesus recebeu um ferimento mortal e ressuscitou; a besta semelhante a leopardo foi ferida de morte e depois recebeu a cura;
c) O nome de Cristo em hebraico, Miguel, quer dizer “Quem é semelhante a Deus?”; as pessoas que adoram a besta perguntam: “Quem é semelhante à besta?”;
d) A besta semelhante a cordeiro é chamada de falso profeta, uma contrafação do Espírito Santo, o outorgador da verdadeira profecia. Em João 16 o Espírito Santo conduz-nos a toda a verdade e à adoração a Deus; o falso profeta ensina mentiras e persuade as pessoas a adorarem a besta;
e) Deus criou o homem à Sua imagem e deu-lhe vida; a trindade satânica cria uma imagem à besta, um membro da trindade satânica concede vida à imagem da besta;
f) Deus oferece-nos identificação com o seu selo, sinal; Satanás oferece a marca da besta.

Este grupo de pessoas que estão enganadas pelas mentiras do inimigo de Deus é precisamente o mesmo grupo a quem devem ser pregadas as três mensagens de Apocalipse 14! Estão dominados pela grande prostituta, precisam ser advertidos para a salvação.

A mensagem sugerida é para resgatar essas nações do pecado, do poder opressor que as domina: “sai dela povo Meu” (18:4). Este é o apelo final de Deus a todo o mundo, antes do encerramento do tempo da graça – as mensagens dos três anjos.

O que sucede após o fim da proclamação do terceiro anjo (v. 12)?

Logo de seguida, ainda há uma voz que profere uma bênção especial desde o céu (v. 13) sobre aqueles que ouvem e atendem as mensagens. Depois, no verso 14 temos uma breve descrição da volta de Jesus: “eis uma nuvem branca, e assentado sobre a nuvem um semelhante ao Filho do homem, que tinha sobre a sua cabeça uma coroa de ouro”.

Por isso, as três mensagens de Apocalipse 14 são mesmo o último e definitivo apelo de Deus a um mundo que se aproxima do final.

Quais entre as três mensagens – celestiais ou demoníacas – vamos aceitar? Esta é a pergunta à qual todas as pessoas terão de responder! Mas antes, é preciso que os mensageiros as proclamem com toda a força!


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02 Maio 2012

Uma em cada sete pessoas acredita que o fim do mundo está próximo

"Um estudo realizado pela Ipsos Global Public Affairs, com sede em Nova Iorque, revela que quase 15% da população mundial acredita que o fim do mundo ocorrerá durante a sua vida, e 10% dos entrevistados acham que o calendário maia pode significar que vai acontecer em 2012. (...)

Keren Gottfried, investigadora-chefe da Ipsos, disse à BBC que a própria agência foi surpreendida com as respostas das 16.262 pessoas, em mais de 20 países, que participaram no estudo. «Pela primeira vez fizemos esta pergunta e, portanto, não se pode fazer uma comparação ao longo do tempo», explica. «Uma em cada sete pessoas acredita que o mundo vai acabar no decurso da sua vida. É um número bastante elevado e acreditamos que devemos continuar a pesquisar», acrescentou.

Para este estudo, os investigadores não perguntaram aos entrevistados quais eram as suas razões para acreditar que o mundo poderia acabar porque, diz Gottfried, ninguém sabia quantas pessoas iriam dizer acreditar no fim iminente do mundo.

«Se fosse uma percentagem muito pequena, teríamos obtido uma mostra de pouco valor. Agora sabemos que há um número suficiente de pessoas que acreditam no fim do mundo e podemos aprofundar-nos nos acontecimentos que podem provocá-lo», acrescenta.

Além disso, um em cada dez pessoas sentem ansiosos ou com medo reconhecido por acreditar que o fim do mundo ocorrerá em Dezembro deste ano. (...)

As pessoas com menor escolaridade ou rendimentos, e aqueles com menos de 35 anos, são mais propensos a acreditar que o «Apocalipse» vai ocorrer durante a sua vida ou até mesmo em Dezembro de 2012, e são mais propensos a sofrer de ansiedade ou medo com a perspectiva.

A tranquilidade dos mais velhos é explicada pelos anos já vividos ou talvez seja uma questão de sabedoria com certos tons de cepticismo? «Talvez aqueles que são idosos viveram o suficiente para não se preocupar com o que acontece no futuro» [nota minha: cumprimento da profecia de II Pedro 3:4], diz Gottfried, que se diz atraída pela ideia de que os mais velhos são mais cépticos por terem superado outras crises, o que poderá motivar um estudo futuro."

Fonte: "Diário Digital" (negritos meus para destaque)

No meio de informação e contra-informação que decorre do assunto, uma coisa é certa: a sensibilidade para assuntos finais, apocalípticos, está em alta!

O que é, seguramente, uma boa notícia! E para prová-lo recupero este excerto: "há um número suficiente de pessoas que acreditam no fim do mundo e podemos aprofundar-nos nos acontecimentos que podem provocá-lo".

Se quiserem, alegremente dou uma ajuda acerca do acontecimento que irá provocá-lo...


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01 Maio 2012

Peregrinações

Assim que começa o mês de maio, Portugal assiste a um particular fenómeno migratório temporário: as peregrinações a Fátima, a propósito das celebrações das aparições marianas de 1917.

Ao contrário de outras deslocações de massas, este movimento tem como base – para quem o pratica – apenas e só a fé, esse combustível inesgotável que tem a rara capacidade de alimentar sempre para além do imaginável. E é essa a única razão que leva milhares de pessoas a percorrem a pé estradas e mais estradas durante dias, em busca de uma realização que atribua qualificações de mérito.

Uma coisa que sempre me fez confusão neste arrebanhamento em busca de bênção ou favor, é a desigualdade de exigências: quem reside, por exemplo, em Leiria tem um agradável passeio de confraternização de escassos quilómetros enquanto, por outro lado, aos desfavorecidos, não apenas pela interioridade mas também pela distância até ao grande anfiteatro de Fátima, habitantes de Bragança não se pede nada menos do que vários dias de cansaço muitas vezes exagerado pela idade dos candidatos, a fim de serem achados dignos do mesmo prémio. Mas, são coisas que devem, imagino, ser explicadas para lá da localização geográfica...

Como passo várias vezes na principal via rodoviária do país, é costume ver os grupos alinhados e ordenados palmilhando metro após metro, tropeçando por vezes em alguma pedra que está fora do sítio para logo de seguida recobrar o ânimo, avançando com determinação rumo ao alvo que tanto desejam. Pelo que me apercebo, nem pensam no sacrifício a que são sujeitos porque ao manterem o olhar fixo no destino – se não visivelmente, sem dúvida mentalmente – as motivações fazem esquecer por completo as dores e o sofrimento que, sem dó, lhes é proposto a cada minuto

E, mesmo que não me reveja minimamente no propósito da dita viagem e até me arrepie ao pensar na futilidade do galardão que se tenta alcançar, começa por aqui a minha admiração pela coragem e dedicação daqueles que lutam com todas as suas forças – e mais algumas – para não se deixarem fatigar quando entendem valer a pena enfrentar tudo quanto lhes surja pela frente.

Tenho de dizê-lo sem reservas: tivessem aqueles que abraçam a mensagem do Advento e observam o Sábado do sétimo dia esta postura de entrega a cada instante do seu trilhar, seguramente veríamos entre nós coisas bem maiores do que o melhor que podemos imaginar.

Quando os peregrinos sazonais regressam, a melhor expetativa que mantêm é voltar a divagar no ano seguinte. Mas não acha que é melhor aquela peregrinação que não tem fim, senão quando Jesus voltar…?


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28 Abril 2012

Roma, capital mundial da liberdade religiosa

A cidade de Roma, Itália, lançou o "Observatório para a Liberdade Religiosa", uma iniciativa que visa tornar essa cidade o "ponto de referência da liberdade religiosa no mundo". A Igreja Católica Romana apoiou a intenção.

Confesso que, mesmo que queira e consiga perceber o porquê disto, ainda assim não evito sentir alguma revolta interior. Deixe-me ser claro: Roma, sede do império católico romano, como capital mundial da liberdade religiosa?! Uma cidade e uma entidade durante séculos associadas com opressão, perseguição e tudo quanto se opunha a liberdade de âmbito religioso, a querer agora assumir-se como vanguardista e promotora desse inalienável direito de consciência?!

Não estou em crer que parte do programa deste movimento, caso a iniciativa venha a concretizar-se, seja composta por demonstrações práticas da utilização dos instrumentos de tortura usados pela Inquisição ou visitas aos vales do Piemonte, muitos menos aos públicos lugares de execuções pelo fogo. Por isso, fico a pensar que reais objetivos estarão a determinar este procedimento…

Dirão os mais confiantes – e distraídos – que finalmente entraremos numa era de entendimento na qual, definitivamente, tudo quanto está para trás e ameaçava a consciência será apagado. Pois bem, desengane-se quem assim pensa; isso não sucederá, pois Roma não muda! Ainda que se revista e assuma outra camuflagem, a sua intenção é a mesma desde sempre! Por isso, o que aqui poderemos descortinar é nada mais do que estratégia pensada e deliberada, mas não tanto visível e declarada.

Devemos aguardar para ver no que irá dar. Mas, não me custa mesmo nada perceber aqui mais uma tentativa de reunir debaixo da mesma asa divergências que até agora ainda não se ultrapassaram.

Deixe-me fazer um mero raciocínio especulativo. Imagine que o protestantismo tradicional americano adere à iniciativa e alegremente se coloca de alma e coração neste grupo de – autoproclamados – promotores de liberdade religiosa. Como eu sei que a Igreja Romana quer tudo menos essa liberdade – sim, o que quer é reconhecimento completo e inquestionável da sua soberania sobre todo o mundo – para mim isso seria apenas e só o estender de braços através do abismo abraçando a causa romana, mesmo que disso não se apercebam. Um primeiro passo para toda a nação americana seguir de imediato…

Meu caro amigo, não se deixe enganar pelas formas. Mantenha-se atento e alerta para não ceder quanto tudo parecer muito fácil e agradável


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24 Abril 2012

Miguel Portas e todos os outros que somos nós

Aos 53 anos, faleceu hoje Miguel Portas, deputado português no Parlamento Europeu, vítima de cancro no pulmão.

Ao longo dos últimos anos, principalmente devido ao - agora quebrado - crescimento político do Bloco de Esquerda, habituei-me a ouvi-lo como uma das mais destacadas vozes do seu partido. Percebia-o como sendo uma pessoa de fortes convicções, à semelhança do que acontece com a maioria dos militantes de esquerda, sem contudo evidenciar demasiado essa tendência fatal dos seus parceiros que é estancar, parar no tempo e manter-se fixado numa teoria e numa proposta que, reconhecidamente, já não se pode basear nos mesmos pressupostos de há décadas atrás para se fazer valer.

Isto não quer dizer que tivesse qualquer tipo de simpatia com as suas posições - um exemplo disso é a questão da homossexualidade, onde Miguel Portas e o seu partido pareciam querer impor-se como a voz, a representação oficiosa dos partidários dessa tendência degenerativa. Contudo, não deixava de apreciar o empenho, entrega e dedicação que colocava nas causas que defendia e que, não poucas vezes, me levaram a pensar para mim mesmo: "que bom seria se eu e os partidários da verdade bíblica, fôssemos assim tão arrojados"...

Mas eis que, inevitavelmente, a natureza caída do homem cobra o seu preço. Fruto, imagino eu, da longa dependência tabagista que era sua caraterística, o organismo não aguentou mais e Miguel Portas é remetido para o mundo onde nada existe, nada se sabe.

Aqueles que lutaram ao seu lado irão legitimamente reclamar para si mesmo o(s) estandarte(s) que Miguel Portas transportou durante a sua vida ativa, mantendo assim o legado vivo e fazendo honra à sua memória. Por outro lado, os seus adversários irão certamente proferir palavras de simpatia, condolências e pesar, esquecendo por um momento tudo quanto os dividia.

Enfim, o costume. E se para a maioria, neste momento, está tudo dito, não é isso que a Bíblia ensina. Isto, ainda que Miguel Portas - enquanto vivo, claro - e todos os que partilham os mesmos ideais, disso não façam caso...

Quando refletimos tranquilamente, vemos que passar uma vida a lutar por uma causa que, à partida, está vencida e derrotada, pode não ser assim tão compensador quanto nos parece o mérito daquilo que deixamos aos outros, seja obra ou simplesmente saudade.

Miguel Portas era - repito: esta é a ideia com que fico - uma pessoa capaz, inteligente, dedicada e esforçada. Contudo, isso pode não ser - e não é certamente! - o suficiente para garantir o sucesso no capítulo que, à semelhança de todos os que partem, ainda falta no registo da sua existência.

Enquanto temos tempo – e quem está a ler este texto ainda dispõe desse enorme bem! – podemos e devemos avaliar todas as nossas posições à luz do padrão maior que Deus nos oferece. Caso contrário, tudo o resto, por muito bom que seja ou por muito acolhimento que recolha, resume-se a mera realização humana, aferida e apreciada ou criticada pelos nossos pares, cujo entendimento é tão certo e tão falho quanto o nosso, tristes pecadores e desprovidos da glória de Deus.

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19 Abril 2012

Sete anos do Papa Bento XVI

Completam-se hoje sete anos desde que o então Cardeal Joseph Ratzinger se tornou o 265º Papa, soberano do Vaticano e líder da Igreja Católica Romana.

Embora, durante estes anos do Seu pontificado, talvez seja difícil encontrar algo de especialmente extraordinário que o lance marcada e definitivamente na História da Igreja de Roma, a sua ação tem-se pautado por muito cuidado objetivo, não evitando aqui e ali exercer a sua - e da sua igreja - auto-proclamada autoridade sobre tudo e todos, opinando não poucas vezes sobre sociedade, economia, finanças, política, isto é, todo e qualquer assunto que tenha impacto na vida das populações.

É claro que sendo chefe de estado de um dos mais minúsculos países do mundo, não podemos entender a sua ação como interna. Aliás, e fazendo um breve termo de comparação apenas pela questão da autoridade, muito se fala da forçada inexistência de oposição e contestação que existe na Coreia do Norte, entre outros países. Pois bem, creio que o Vaticano é mesmo o estado mundial onde menos se ouvem vozes discordantes, onde mais se sente e experimenta uma plena adesão à voz do dono.

Devemos clarificar que o público-alvo de tudo quanto sai do Vaticano não está no Vaticano. O mundo católico, quando muito cristão, dirão alguns, é esse público. Não posso argumentar que isso está errado. Contudo, se o Vaticano é um estado religioso, seria de esperar que a sua ação fosse predominantemente religiosa. Mas não é isso que sucede, embora o fim seja esse.

A prática demonstra que debaixo de uma formalidade religiosa, Roma está muito interessada em influir, condicionar e, por que não dizê-lo, determinar quais sejam as linhas de orientação que os líderes mundiais devem assumir, bem para além das questões diretamente religiosas.

Os sete anos de pontificado de Bento XVI não deixam margem para erro. Veja-se, por exemplo, a sua encíclica "Caritas in Veritate", publicada em 2009, que consta de uma abordagem vaticanista não especificamente a questões religiosas, muito menos exclusivamente católicas, mas elabora principalmente em torno dos graves problemas que as sociedades enfrentam, e que são tratados também por qualquer outro governante que não manifeste o mínimo de sentido religioso. E com a junção de uma proposta moral, ética, este documento quase que parece um programa de governo.

Favoravelmente aos seus interesses, a verdade é que a sua voz é sempre ouvida e reconhecida em todo o espetro político mundial. Veja, por exemplo, a visita que o presidente do Conselho Europeu, Herman von Rompuy fez ao Vaticano em novembro de 2011 e, ainda ontem, a mensagem de felicitações que o ultra-pressionado presidente sírio Bashar al-Assad enviou a Ratzinger a propósito deste aniversário de pontificado. Curiosamente, diria que Bento XVI tem mais facilmente criado consenso entre os líderes políticos do que entre os religiosos, tendo por vezes não conseguido evitar algum desconforto com algumas declarações proferidas...

Ora, todo este ativismo tem um único propósito, um único objetivo - e não, não é exatamente resolver os problemas do mundo.

Talvez deva usar as palavras de Bento XVI, proferidas da Praça de S. Pedro em junho de 2006 para sustentar o caso. Disse o líder romano: "oremos para que a primazia de Pedro confiada a pobres seres humanos, possa ser sempre exercida no seu sentido original desejado pelo Senhor, para que seja crescentemente reconhecida no seu verdadeiro significado por irmãos que ainda não estão em comunhão conosco".

Permita-me reler esta declaração de Bento XVI noutros termos para facilitar (ainda mais) a compreensão: "oremos para que a supremacia da Igreja de Roma possa ser exercida como foi praticamente desde o início e ao longo de séculos, no sentido original determinado pela própria igreja, para que o mundo inteiro a reconheça cada vez mais, incluindo aqueles que ainda não o fazem mas se devem submeter".

Daqui vem que, embora nem sempre com o maior sucesso (não é apenas os casos de pedofilia que estão a emperrar as rodas de Roma...), os esforços ecuménicos desenvolvidos são cada vez mais visíveis no sentido de atribuir ao Vaticano a liderança que tanto anseia (e conseguirá obter). Para o atento observador, Bento XVI e seus subordinados não disfarçam essa estratégia maior.

Resumindo, durante o seu mandato, o Papa tem falado repetidas vezes de questões morais e éticas como a resposta para os problemas. De facto, essa é a real a verdadeira proposta: moralidade e ética católica romanas para resolver as dificuldades mundiais. Resta saber qual o retorno que Roma irá exigir. Ou talvez até já saibamos...

A Joseph Ratzinger, desejo-lhe as maiores bênçãos de Deus. Ao Papa Bento XVI, desejo-lhe que "o que fazes, faze-o depressa"...

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18 Abril 2012

Reforma e reavivamento com impacto

Quando a igreja incentiva todos os seus membros a assumirem uma postura de reavivamento e reforma, é de esperar que aconteçam mudanças em resultado dessas sérias decisões. Contudo, e como em todas as realizações humanas, corremos o sério risco de cometer erros. Neste momento, quero refletir sobre um deles: o exagero.

Se por um lado temos como garantido que a norma que é nosso supremo objetivo é tão alta que por mais que nos renovemos ficaremos sempre aquém, por outro devemos pensar, para nosso próprio benefício bem como do nosso próximo, se não exigimos e provocamos, até mesmo inconscientemente, uma influência que é mais de choque do que inspiradora.

Não estou a defender, veja bem, que hesitemos no cumprimento do dever simplesmente porque ao nosso lado percebemos alguém, até muitos, que não querem ou não podem acompanhar o ritmo. Mas não tenho dúvida em dizer que perdemos eficácia e produtividade no testemunho quando acabamos por nos distanciar tanto que deixamos de poder alcançar. Não conseguindo mais ter um terreno comum a partir do qual avançar, cessa o impacto positivo que se poderia facilmente atingir.

Não vou reclamar para mim a prerrogativa de observador sem falhas. Mas não preciso de muito esforço para perceber que é grave quando deixamos de viver neste mundo, embora seja bom, sem dúvida, manter os olhos no próximo. Mas esta tomada de inconsciência pode tornar-nos um peixe em alto mar que tenta a todo o custo fugir do aquário onde pensa estar preso...

Mais ainda, ao mesmo tempo em que aperfeiçoamos o caráter e apuramos a sensibilidade para o que é eterno, mais desprezíveis nos parecerão as coisas cá de baixo. Mas, será isso errado? - perguntará alguém. Não, por si só, não é. O problema é se isso resvala para uma noção de perfecionismo que se sente maculado pelo simples contacto com o erro, ou seja, com o mundo real.

Mordomia (de todos os recursos, incluindo o tempo), espiritualidade, jejum, vestuário, alimentação, etc., são tudo reformas e reavivamentos que se desejam e esperam ver aumentados. Mas, mantenha-se atento para que, ao fazê-lo e prossegui-lo, não se lance para as nuvens... nem se afunde num fosso.

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13 Abril 2012

A cientificação do testemunho

Sempre ouvi dizer que a fé é algo prático, que se demonstra pelo exercício e não por uma qualquer elaboração erudita ou um cálculo matemático. E que, esse mesmo exercício, acompanhado de uma (re)consagração diária, permanente e progressiva, é que provoca um crescendo de espiritualidade.

Confesso que fico a pensar, até mesmo algo apreensivo, quando revestimos o nosso exercício de muita técnica, na busca de um aperfeiçoamento que, desde sempre imaginei, deveria ser baseado em conhecimento e não em método.

Temos eloquentes pregadores que exibem uma hermenêutica exemplar, muito ilustrativas apresentações em PowerPoint que encantam os sentidos, belas músicas de apelo não poucas vezes acompanhadas com aquele tocante fundo ao piano, salas impecavelmente adornadas, sugestivos crachás ao peito dos rececionistas e toda uma parafernália de aspetos que, muitas vezes, são mais forma do que conteúdo. Mas será isso o que importa reter, que é o que sucede quanto a técnica e as ferramentas tomam uma preponderância que nunca lhes deveria ser atribuída?

Não perceba que eu estou contra métodos pensados e bem dirigidos. O que me insurjo é contra esta exaustiva definição de técnicas, muitas vezes à semelhança daquilo que o mundo tem para oferecer.

Percebo que ali há coisas importantes, que ajudam. Mas recuso-me a aceitar que no final, isso seja o destaque, o melhor que temos para oferecer, em detrimento do conteúdo, da mensagem.

Em vez de servos, discípulos, evangelistas, testemunhas, arriscamos tornar-nos "Técnicos de Evangelho", "Delegados de Propaganda Bíblica" ou, caso haja direito a promoção, "Chefe de Duplas Missionárias". E isso é pouco, muito pouco...

Parece-me que por vezes estamos a querer transformar a nossa missão em algo científico, definido, ensinado e praticado à luz do conhecimento experimental e experimentado.

E, como isso, perdemos de vista o exercício simples e prático de uma fé que converte, transforma e que só assim pode ser partilhada com eficácia.

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07 Abril 2012

"Nova" revelação daquilo que já foi revelado

Aproveitando a época da Páscoa, e através do artigo intitulado "As revelações sobre os últimos três dias de Jesus", a revista Sábado traz para tema de capa os (supostamente) novos dados sobre os últimos dias de Jesus antes da Sua morte.

O novo "revelador" dá pelo nome de Colin J. Humphreys, investigador da Universidade Cambridge, Reino Unido. Ao que parece, Humphreys dedicou-se ao estudo de aparentes contradições entre os relatos bíblicos e até a própria História, com o objetivo de os apaziguar e consensualizar entre si. Daí, resultou o seu livro "A Útima Ceia", publicado esta semana em Portugal.

O autor aborda, investiga e conclui - segundo o artigo é ele que faz luz ao fim de dois milénios... - sobre sete "mistérios" específicos:

1. A data e dia da semana nos quais Jesus foi crucificado (o autor termina concluindo que Jesus morreu no ano 33 d.C., aos 37 anos de idade...);
2. A última ceia e a ceia da Páscoa - seriam a mesma refeição?;
3. O "dia perdido" na última semana de Jesus, do qual não há registos da Sua atividade;
4. O "pouco tempo" passado entre o julgamento e a crucificação;
5. A "legalidade dos julgamentos" a que Cristo foi submetido;
6. O "curioso comportamento de Pôncio Pilatos";
7. O facto da "ressurreição ter acontecido ao terceiro dia" depois da morte, quando entre sexta-feira e domingo passam apenas dois dias.

Antes de tratar das questões, gostaria de dizer que Humphreys não evita o mesmo erro de abordagem da maioria dos seus antecessores que elaboraram à volta da Pessoa de Jesus: estudam a Sua passagem por esta terra apenas do ponto de vista histórico e humano.

Para eles, Jesus foi apenas um homem que passou por este mundo; embora diferente e excecional em relação a todos os outros, o destaque máximo que lhe atribuem é mesmo esse super elevado grau de influência na História e o gigantesco impacto que teve na humanidade. Mas, ao não reconheceram o caráter sobrenatural da Sua existência, missão e propósito aqui entre nós, começam a perder eficácia desde o início. Por isso, analisam Jesus como se analisa qualquer outra figura da História.

Por isso, arriscam erros nas conclusões, pois Jesus é a Figura que não se limita a padrões de raciocínio e arrazoamento humanos. Fazê-lo, ou seja limitá-lo a esse escrutínio, é desde logo retirar lucidez à investigação, quando não mesmo colocá-la irremediavelmente em causa.

Voltando às questões levantadas, e à luz do que expus anteriormente, muitos dos pormenores que Humphreys tenta esclarecer já estavam definidos e esclarecidos antes de acontecerem. Refiro-me, evidentemente, à profecia bíblica no Antigo Testamento que pré-anunciou imensos detalhes do primeiro aparecimento de Jesus na Terra.

O ponto 1. (bem como outros argumentos propostos ao longo do artigo) fica desde logo resolvido ao estudar-se a profecia das 70 semanas de Daniel 9 (como parte da grande profecia das 2.300 tardes e manhãs). Este oráculo divino anuncia com precisão matemática os anos do batismo (27 d.C) e morte de Jesus (31 d.C.). Ora, tendo Jesus morrido no ano 31 da era moderna, todo o cálculo apresentado está ferido de incorreção.

Sugiro a atenta análise deste artigo do blogue Evidências Proféticas, que explica detalhadamente porque razão Humphreys não precisaria de ter-se dado a metade do esforço que teve...

Acrescentando algo ainda neste âmbito, diz o artigo que Jesus morreu às 3 horas da tarde. Pergunto: qual o fundamento bíblico para isso? Em Mateus 27:46 diz que "perto da hora nona" (ou seja, perto das 15:00h, não exatamente às 15:00h - o que, não exclui a possibilidade) Jesus profere uma frase na cruz; passam-se algumas curtas cenas e logo de seguida Jesus expira definitivamente.

Contudo, existe outra evidência altamente significativa que nos permite concluir acerca desta hora.

Durante séculos, no tempo do Antigo Testamento, havia no santuário terrestre, construído inicialmente por Moisés no deserto após a saída do Egito, dois sacrifícios diários de cordeiros - animal e sacrifício estes que apontavam simbolicamente para o supremo sacrifício de Jesus em favor dos pecados do mundo (por isso, João disse, referindo-se a Ele: "eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" João 1:29).

E quando eram realizados esses atos sacrificiais? Pois bem, às 9 horas da manhã e às 3 horas da tarde. Daqui vem que, antes de Humphreys, outros estudiosos concluíram que Jesus foi erguido na cruz às 9 da manhã, falecendo às 3 horas da tarde.

Serve isto para defender que a profecia bíblica - no caso, do Antigo Testamento sobre a vida de Jesus - dá as respostas antes de colocarmos as perguntas, e dispensando investigação que, caso seja certa e rigorosa, apenas confirma os dados profetizados.

Com respeito ao ponto 2., uma leitura atenta de Lucas 22 permite perceber uma sucessão progressiva e rápida de eventos: "ceia - Getsêmani - detenção - julgamento".

Em Marcos 14:12, faz-se uma pergunta a Jesus: "... no primeiro dia dos pães asmos, quando sacrificavam a Páscoa, disseram-lhe os discípulos: onde queres que vamos fazer os preparativos para comer a páscoa?" Isto é, eles iam, sim, cear no dia da Páscoa.

E que dia era esse? Encontramos a resposta em Josué 5:10 (onde se celebrava a saída da escravidão do Egito e cuja cerimónia, por antecipação, anunciava Jesus, a verdadeira Pascoa ("Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós" I Coríntios 5:7): "Estando, pois, os filhos de Israel acampados em Gilgal, celebraram a páscoa no dia catorze do mês, à tarde, nas campinas de Jericó".

A Páscoa era celebrada no dia 14 do mês, ao princípio da noite. Ou seja, no início (na Bíblia e para os judeus os dias contavam-se de pôr-do-sol a pôr-do-sol) no dia 14, Jesus ceou a Páscoa com os seus discípulos, no mesmo dia no qual seria executado.

A aparente falta de tempo também se resolve quando os pontos 4. e 5. se explicam por si mesmos: é evidente que o julgamento de Jesus não obedeceu a normas e princípios de ordem processual e justiça! De outra maneira, como se poderia condenar um perfeito inocente, injustamente acusado de toda e qualquer alegação que Lhe era imputada?! O que sucedeu foi uma farsa do princípio ao fim, em todas as vertentes que uma sessão de julgamento pode conceber! Como esperar, por isso, o cumprimento de regras, sejam elas quais forem...?

No ponto 3. tenta-se arranjar qualquer evento que preencha o vazio de acontecimentos para a quarta-feira anterior à crucificação. Mas porque razão isto tem de ser?

Da vida de Jesus temos o relato das espantosas condições da Sua conceção, a apresentação no templo para a circuncisão, a fuga para o Egito ainda criança e o seu desaparecimento de junto dos pais, já na entrada da adolescência. Depois, Ele apenas volta a entrar em cena no momento do Seu batismo, no ano 27 d.C.. Por isso, fico a pensar se não teremos de pesquisar e investigar para preencher esses tantos anos sobre os quais os registos bíblicos são pouco mais que omissos...

Também não se consegue perceber qual a razão para perplexidade ou dúvida quanto ao comportamento de Pôncio Pilatos, mencionado no ponto 6.. O problema dele foi, claramente, querer agradar a todas as partes - concidadãos, seus superiores, judeus... mesmo tendo-se apercebido que era da mais elementar justiça libertar o acusado. Aliás, disso mesmo foi avisado pela sua esposa (Mateus 27:19). Contudo, a sua falta de firmeza pelo que era certo tornou-se na sua trágica fraqueza.

Qual o mistério neste comportamento? Parece-me que nenhum...

Quanto ao ponto 7., é de explicação tão antiga quanto a matemática entre os judeus. Estes, e não só, faziam sempre uma contagem inclusiva do tempo. Por isso entre sexta e domingo há três dias (inclusive) como, por exemplo, entre o final de segunda e o início de sexta há seis.

Um exemplo bíblico está em II Reis 18:9-10, onde lemos o seguinte: “No quarto ano do rei Ezequias que era o sétimo ano de Oséias, filho de Elá, rei de Israel, Salmanasar, rei da Assíria, subiu contra Samaria, e a cercou e, ao fim de três anos, tomou-a. No ano sexto de Ezequias, que era o ano nono de Oséias, rei de Israel, Samaria foi tomada”.

Notamos que Salmanasar subiu contra Samaria no quarto ano do rei Ezequias, e conquistou-a no sexto ano. Provavelmente, diremos que Salmanasar demorou dois anos para conquistas Samaria (logicamente, 6 menos 4 é igual a 2). Contudo, o texto bíblico diz que foi “ao fim de três anos” - isto é, pelo método da contagem inclusiva contam-se os 4º, 5º e 6º anos do reinado de Ezequias.

Atrevo-me a sugerir que um maior objeto de estudo, para Humphreys, a revista Sábado, eu mesmo e todos nós, seria a razão pela qual Jesus veio a este mundo e morreu numa rude cruz. Isso sim, poderia fazer, como tem feito pelos séculos, a diferença real na vida de todos quanto estudassem e investigassem o assunto.

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05 Abril 2012

A verdadeira e única Páscoa

Ramos de flores, prendas, ovos, coelhos, chocolates e doces tradicionais: eis a Páscoa humanamente adulterada em todo o seu esplendor!

À semelhança de tantas e tantas outras ocasiões e pretextos, a sociedade transformou - melhor dizendo, deturpou - o verdadeiro e real sentido daquilo que deveria ser esta época: um memorial de libertação e salvação, cujo significado profundo começa no Egito e termina no Monte do Calvário.

Mas onde está esse conhecimento, essa noção, esse sentido? É uma pergunta de resposta fácil: está tudo esquecido nas prioridades falíveis e efémeras que se privilegiam em detrimento do que prevalece, sustenta e é eterno. De forma perspicaz, a mente por detrás desta substituição introduz em cena fatores que, em si, não são maus, mas que mais não oferecem do que uma pálida realidade daquilo que realmente interessa.

Mais uma vez, alguém é chamado a fazer a diferença. A não se deixar embriagar pela ilusória vertigem que o rodeia, mas que não produz, não tem eficácia, não deixa essência que se mantenha por muito tempo.

"Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós" (I Cor. 5:7) - esta não é apenas a melhor escolha de pregação para a época, mas é também a única. Tudo o resto, é um criminoso desviar de atenção.

Por outro lado, não deixemos que se apliquem hoje a nós as palavras dirigidas aos contemporâneos de Jesus: "para a maioria das pessoas, ao tempo de Cristo, a observância dessa festa degenerara em mera formalidade" (Ellen White, O Desejado de Todas as Nações, p. 77).

Mas, também não façamos aqui apenas uma recordação, uma memória do que a História conta sobre a Páscoa (embora seja esse um motivo de especial reflexão e meditação a cada instante!). Mais ainda, olhemos pela fé para um futuro muito próximo, em que esta festa assumirá um novo formato, abençoada pela presença do Supremo Pastor, Autor e Executor de todo o simbolismo que desde sempre apontou para Ele mesmo:

"Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do Meu sofrimento. Pois vos digo que nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no reino de Deus" (Luc. 22:15 e 16).
Aí, nesse tempo e lugar, não haverá os inúteis e incapazes símbolos que o mundo inventou. Apenas e só o Deus vivo, o Cordeiro de Deus estará para oficiar essa enorme celebração, cuja glória nenhuma mente mortal imaginar.

Não perder tempo aqui em baixo com aquilo que não o merece é uma boa forma de preparação para aquilo que merece, e que deve ser evocado - já aqui, em memória do que o motiva e em antecipação do que está para vir.

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04 Abril 2012

Comportamento do Adventista

Sabe como se deve comportar um Adventista do Sétimo Dia quando as massas se rendem a algo que lhes é impingido, mesmo ferindo a consciência?

Veja bem a imagem abaixo...




(Re)leia também: "Os outros jovens em Daniel 3"


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01 Abril 2012

Agora é o tempo - compartilhe com o mundo

Autor: Pr. Ted Wilson, presidente da Conferência Geral ASD

No sábado, 24 de março, tive o grande privilégio de trabalhar lado a lado com nossos irmãos e irmãs do Brasil, entregando livros A Grande Esperança (O Grande Conflito – versão resumida) ao caloroso e amável povo da cidade de São Paulo.

Esse evento especial foi antecedido por semanas de planejamento cuidadoso. Os livros foram encomendados, a cidade dividida por regiões e o treinamento realizado. Quando o dia chegou, todos sabiam o que fazer. Os resultados foram surpreendentes. Pela graça de Deus, em apenas um dia, foram distribuídos aproximadamente 26 milhões de livros A Grande Esperança em toda a América do Sul – três milhões só em São Paulo.

Isso, porém, é apenas o começo. Nos últimos dois anos os membros da Igreja na Divisão Sul-Americana se comprometeram a distribuir cerca de 70 milhões desse poderoso livro em todo o continente. E já estão vendo grandes resultados.

Certo sábado à tarde, na cidade de Juiz de Fora, MG, um senhor batista recebeu um livro A Grande Esperança. No domingo à noite, ele já havia lido todo o livro, visitado a Igreja Adventista do Sétimo Dia mais próxima e pedido ao pastor para ser batizado! Imagine o que teria acontecido se ninguém tivesse dado o livro a ele.

Um Livro Singular

A distribuição do livro A Grande Esperança pela Divisão Sul-Americana é um excelente exemplo das várias Divisões do mundo que estão planejando, ou já começaram a distribuir O Grande Conflito em sua versão clássica ou abreviada. O inimigo não queria que Ellen White escrevesse O Grande Conflito, e a tentou matar enquanto estava no processo de escrevê-lo. Porém, pelo poder de Deus ela perseverou e declarou que esse livro, entre todos os outros, é o que ela gostaria que fosse mais divulgado.

Qual o motivo? Porque O Grande Conflito descreve o progresso e a vitória da obra de Deus desde o início da Igreja cristã, passando por nosso tempo e indo até os últimos dias que antecedem a vinda de Cristo. É claro que o inimigo não quer que as pessoas sejam alertadas para o modo como ele trabalha ou que fiquem cientes da importância da Palavra de Deus como fonte de vida. O Grande Conflito demonstra claramente os esforços diabólicos de Satanás para desviar nossa atenção da Palavra de Deus e da preciosa mensagem de salvação que Cristo oferece a todos.

Esse livro tem sido fonte de incontáveis experiências de conversão e essa é uma das razões mais importantes por que precisamos distribuí-lo. Esse é também um dos principais motivos de o inimigo não querer que aconteça.

Feiticeiro Convertido

Até feiticeiros aceitaram a Jesus Cristo como seu Salvador após lerem O Grande Conflito. Há alguns anos, um evangelista adventista do sétimo dia foi a uma pequena cidade na encosta de uma colina, no nordeste da Índia, para apresentar a mensagem de Cristo ao povo ali. O feiticeiro local ficou furioso e repetidamente ameaçou de morte o pastor adventista, que visitava esse homem e orava por ele.

Entretanto, após cinco meses, o feiticeiro ficou gravemente doente. O evangelista foi visitá-lo e explicou que em sua vida havia uma batalha entre os anjos de Cristo e os anjos maus, e deixou o livro O Grande Conflito com ele. Uma semana depois o evangelista voltou e descobriu que o feiticeiro havia não apenas lido o livro, mas mudado seu estilo de vida. Ele recebeu o evangelista com um sorriso e o convidou para uma refeição. Eles oraram juntos e, em um mês, o homem começou a se desfazer de todos os seus objetos de feitiçaria. O evangelista, então, voltou regularmente e estudou a Bíblia com esse querido homem e sua família. Como resultado, todos foram batizados na Igreja Adventista do Sétimo Dia. Quando os habitantes da vila vêm em busca de cura, o ex-feiticeiro compartilha com eles as verdades que aprendeu lendo O Grande Conflito, e lhes conta que aceitou a Jesus como seu Salvador.

Minha firme convicção é que haverá milhares de pessoas que se tornarão fieis adventistas do sétimo dia por meio do Projeto O Grande Conflito e pelo contato com membros dedicados da Igreja.

Forte Apoio de Leigos

As Divisões em todo o mundo estão apoiando esse projeto, a maioria de forma bem dinâmica. A IASD se comprometeu a distribuir cerca de 175 milhões de livros em várias versões do O Grande Conflito durante 2012 e 2013. Essa é uma obra do Espírito Santo! Esse projeto chamou a atenção e o entusiasmo dos membros das igrejas locais, que estão promovendo o livro massivamente.

Na Nigéria, doze membros leigos decidiram imprimir O Grande Conflito em quantidade suficiente para atingir dez por cento da população, com um alvo de 16,7 milhões de livros. Esse projeto foi uma maravilhosa surpresa para a Divisão Centro-Oeste Africana, que havia estabelecido o alvo de doze milhões de livros para o seu território.

Um empresário da Indonésia se ofereceu para imprimir meio milhão de cópias da versão clássica de O Grande Conflito no idioma indonésio (ao custo de 1,5 milhões de dólares), e desafiou outros empresários a financiar mais livros. Seu desafio foi imediatamente aceito por outro casal leigo que concordou em imprimir um adicional de vinte mil livros para serem distribuídos naquele país.

Nos Estados Unidos, uma igreja de 40 membros em Konnarock, Virgínia, está impactando fortemente a sua área. Embora a maioria dos membros tenha baixa renda, está apoiando fielmente o projeto. Associada a outras duas igrejas adventistas em Wytheville e Marion, distribuíram até agora cerca de 48 mil livros, e esperam alcançar todo estado de Oeste Virgínia.

Quando a Catástrofe se Torna Oportunidade

No Peru, durante uma entrevista ao vivo na televisão nacional, uma família adventista teve a oportunidade especial de distribuir O Grande Conflito diante de milhões de espectadores. No dia 13 de janeiro, a família Paredes estava a bordo do navio Costa Concórdia quando este encalhou.

A família se jogou na água gelada para salvar a vida e, esperou quase quarenta minutos para ser resgatada. O pai disse que sua família só conseguiu permanecer calma em meio à crise, devido à esperança que têm em Jesus e em Sua promessa de vida eterna. Ao final da entrevista, Paredes usou a oportunidade para falar sobre O Grande Conflito e explicou “que os Adventistas do Sétimo Dia oferecem esse livro como presente para as pessoas que querem aprender mais sobre Deus e Seu amor por nós”.

Os livros contêm informações de contato para solicitar a edição completa, assim como cursos bíblicos e outros materiais.

Uma Oportunidade para Todos 

Quero dar uma palavra especial de estímulo para aqueles que gostariam de fazer parte desse projeto, mas não sabem como.

Primeiro, consiga alguns livros O Grande Conflito (A Grande Esperança, Brasil) e tenha-os perto de você no carro ou em casa. Deixe um exemplar em sua pasta, bolsa ou outro lugar de fácil acesso. Segundo, ore sinceramente: “Senhor, Tu disseste a Ellen White que esse livro deveria ser distribuído mais do que qualquer outro livro. Sou uma extensão dessa vontade, mas não sei a quem oferecer. Que nas próximas 24 horas, eu tenha a oportunidade de ajudar alguém a receber esse livro. Não sei quem ou como – um membro da minha família? Um vizinho? Dá-me a oportunidade e mostra-me a quem deva doar.”

Creia, então, que o Senhor vai lhe conceder a oportunidade. Quando você doar, faça com o maior amor e carinho por essa pessoa, como jamais teve. O Senhor criará a oportunidade; esse é o Seu trabalho. Ele é responsável por abrir as portas, mas vamos ficar bem atentos para enxergarmos que a porta está aberta.

Resultados Fenomenais

Enquanto as pessoas de todo o mundo, em todas as divisões, saem para distribuir esses livros, pedimos que você ore para que o Espírito Santo bloqueie qualquer esforço por parte do inimigo para impedir as pessoas que receberem de lê-lo. O Grande Conflito relata a notável intervenção da mão de Deus para proteger Sua Igreja ao longo dos séculos, e os leitores não conseguem permanecer apáticos à abordagem incrível e pró-ativa de Deus em relação a nós, e ao triunfo final como resultado dessa verdade.

Os resultados desse projeto, por meio da bênção direta de Deus, serão fenomenais. Vivemos num período crítico pouco antes dos eventos finais que o próprio livro descreve, eventos que estão fundamentados nas profecias de Daniel e Apocalipse. Como é importante que espalhemos essa mensagem, e que nós mesmos creiamos nela. Jesus logo voltará.

Publicado no número de abril 2012 da Adventist World

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31 Março 2012

Cuba aceita pedido do Papa e declara sexta-feira santa como feriado

"O Presidente cubano, Raul Castro, decretou "com carácter excepcional" que a próxima Sexta-feira Santa seja feriado naquele país.

Castro acedeu, dessa forma, a um pedido formulado pelo Papa Bento XVI durante a recente visita efectuada à ilha. O decreto presidencial foi noticiado pelo jornal oficial Granma. "O conselho de ministros aceitou ontem que não se trabalhe na próxima sexta-feira, 6 de Abril", lê-se numa curta declaração publicada nesse periódico.

"Pouco antes da partida do Papa, o Presidente cubano exprimiu a sua vonta de de que a próxima sexta-feira, 6 de Abril, seja feriado, excepcionalmente, de acordo com a vontade do Papa, em homenagem a Sua Santidade e que, tendo em conta o feliz resultado da sua visita ao nosso país, iria incumbir os órgãos superiores da nação para que tomassem uma decisão definitiva sobre a matéria", refere o mesmo comunicado, aludindo dessa forma à assembleia nacional.

O Vaticano, por seu lado, qualifica esta decisão como um "sinal muito positivo", de acordo com o porta-voz Federico Lombardo. "A Santa Sé espera que isto promova a participação nas celebrações religiosas e festas da Páscoa", acrescenta o mesmo responsável.

Bento XVI visitou Cuba entre 26 e 28 de Março, tendo celebrado duas missas ao ar livre durante essa viagem. Uma delas em Santiago de Cuba, no sudeste do país e outra na capital, Havana. Além dos momentos e encontros dedicados à religião, o papa também teve tempo para se reunir com representantes do poder político, entre os quais com o próprio Fidel Castro, o líder histórico comunista, já retirado do poder.

Aliás, em 1997, o próprio Fidel Castro teve uma atitude semelhante à que agora foi tomada, quando declarou o dia 25 de Dezembro um feriado, também com carácter excepcional, a propósito da visita do papa de então, João Paulo II, que visitaria a ilha um mês depois, no fim de Janeiro de 1998. Depois disso, o feriado de Natal manteve-se nesta ilha comunista.

Fonte: Público (negritos meus para destaque)

Nota: o poder político (e logo de inspiração comunista!) a ceder perante o poder religioso. Mais: o dia na qual se assinala a morte de Jesus será feriado em Cuba, mas "em homenagem a Sua Santidade"...

Revelador.

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25 Março 2012

As sociedades que escolhem o suicídio

Por: Henrique Raposo in Expresso

"I. Na imprensa e na academia ocidentais, podemos encontrar um raciocínio mui lógico que reza assim: as comunidades políticas actuam sempre de forma racional e pragmática; cada passo é dado após uma fria análise dos ganhos e das perdas materiais. Nesta lógica quantitativa, os homens têm a espessura ontológica de uma máquina de calcular, e as sociedades são tão previsíveis como uma telenovela mexicana. As sociedades, dizem-nos os profetas da previsibilidade, escolhem sempre o caminho pragmático.

II. Sucede que os homens são um pouco mais espessos do que uma calculadora, e as sociedades são um pouco mais imprevisíveis do que um folhetim. Por outras palavras, o que é lógico e pragmático nem sempre acontece. Por vezes, as sociedades até escolhem o caminho da derrota fulminante ou do longo suicídio. Mais: escolhem esse caminho de forma consciente. Por que razão fazem isso? Porque o caminho que levaria à sobrevivência ou à reconquista da vitalidade é visto como uma blasfémia. Escolher o caminho vitorioso implica, por vezes, um abandono intolerável das narrativas que sustentam uma sociedade. Um pouquinho de história ajuda a compreender isto.

III. Quando se analisa a história de um Estado, uma das tensões mais interessantes de observar é aquela que coloca, frente a frente, a identidade normativa desse Estado e as pressões externas que põem em causa essa mesma identidade. Ou seja, num dado momento histórico, as elites de um país ficam perante um dilema: adaptam-se à dura realidade que é revelada pelos ventos externos, ou mantêm-se fiéis à identidade do país. O primeiro caminho implica uma abertura cultural e um novo despertar; o segundo implica um fechamento cultural e um declínio inexorável. E, atenção, esta segunda via, aparentemente irracional, não é uma raridade histórica. Olhemos para dois exemplos clássicos.

IV. Perante o exército nacional de Napoleão, as potências aristocratas recusaram levantar os seus exércitos nacionais. Porquê? Porque o exército nacional de Napoleão correspondia a uma nova narrativa, a nação, que as potências aristocratas odiavam. Se levantasse um exército nacional, a Prússia deixaria de ser aristocrata, isto é, deixaria de ser a Prússia. Mais tarde, no início do século XX, a Grã-Bretanha quis acreditar que o seu leve exército, composto exclusivamente por voluntários, era suficiente para conter o esmagador exército alemão composto por milhões de soldados a cumprir serviço militar obrigatório. De onde veio esta ilusão? Caso adoptasse o serviço militar obrigatório, Londres estaria a infringir uma regra da sua sociedade liberal: o serviço militar obrigatório era uma intromissão intolerável na vida dos cidadãos. Em ambos os casos, a narrativa ideológica (aristocrata, no caso da Prússia; liberal no caso da Grã-Bretanha) anulou a realidade.

V. Hoje em dia, os dilemas e tensões já não são militares, mas sim económicos e sociais. Porém, apesar desta diferença, o choque entre a narrativa interna e a realidade externa continua activa, e está a varrer boa parte das sociedades ricas no Ocidente e até na Ásia. O Japão, por exemplo, está a atravessar uma crise demográfica brutal. A sociedade nipónica é o Concorde do envelhecimento. Mas os japoneses nada fazem para travar esta crise, porque o caminho para a revitalização demográfica viola a identidade japonesa. Um exemplo: ao invés dos EUA, a narrativa histórica do Japão demoniza a imigração. Estamos, assim, perante um abismo entre a necessidade e a identidade: o Japão precisa de uma vaga de imigrantes, mas os japoneses continuam a desconfiar terrivelmente dos gaijin (os não-japoneses), logo, são incapazes de acolher os tão necessários imigrantes. Entre a identidade decadente (anti-gaijin) e a saída da crise (que seria pró-gaijin), os japoneses continuam a escolher a primeira.

VI. Esta caminhada consciente em direcção ao precipício demográfico também está a marcar a vida na Europa. Repare-se, por exemplo, nos números recentemente divulgados na Grã-Bretanha: 1 em cada 5 britânicos chegará aos 100 anos; em 2010, cerca de 11 mil pessoas tinham mais de 100 anos e cerca de 100 tinham mais de 110 anos; em 2066, 507 mil pessoas terão mais de 100 anos e 7 mil terão mais de 110 anos. O cenário nos outros países europeus não será muito diferente deste perfil britânico.

VII. Ora, como é fácil de perceber, este aumento da esperança de vida destrói, por completo, o contrato social dos Estados europeus. Temos aqui duas forças a caminhar em direcções contrárias: a medicina puxa para cima (esticando a vida de uma pessoa até ao ponto em que o período pós-reforma acaba por ter mais anos do que o período laboral), mas a demografia puxa para baixo (o número de nascimentos é curto, e nada indica que venha a crescer). No meio destas duas forças contraditórias, temos o contrato social, que vai acabar tal como o conhecemos. Não é uma questão de opinião. É uma questão de facto. Estamos a caminhar para um cenário no qual cada reformado será sustentado por dois trabalhadores.

VIII. Mas qual tem sido a reacção de muitas sociedades europeias? A recusa livre e consciente destes factos. Repare-se nas manifestações recentes em Paris. Mesmo perante esta tenaz demográfica, os franceses recusam mudar a idade da reforma. Porque essa - necessária - mudança implica uma alteração na narrativa do Estado Social. Se aceitassem essa alteração normativa, os franceses teriam de se confrontar com o seguinte: o Estado Social (tal como o conhecemos) não é um fim de história, logo, não está imune a pressões demográficas ou económicas. Por enquanto, os franceses (e outros povos europeus) não estão dispostos a aceitar isto, e, por isso, refugiam-se na sua ideologia e alimentam, cada vez mais, uma retórica nacionalista contra a Europa, contra Berlim, contra o mundo.

IX. Mas este caminho não implica um declínio colectivo? Não implica um suicídio económico a médio prazo? Sim, implica. Mas este dado é irrelevante para aqueles que anulam as pressões estruturais através das narrativas. Transformar questões de facto em questões de opinião é uma velha arte, que continua a ter milhões de adeptos aqui na Europa.

X. Em suma, sociedades inteiras podem recusar a realidade, podem impermeabilizar as suas cabeças em relação à chuvinha da realidade. Em conjunto, milhões de pessoas podem optar pela negação. Em conjunto, milhões podem pensar que a sua crença é um substituto da realidade. E, quando isto acontece, não vale a pena apontar para os factos e raciocínios. Uma sociedade pode levar o livre arbítrio até às últimas consequências, ou seja, uma sociedade pode escolher livremente o erro. Errar é um acto de liberdade, mesmo quando leva a um suicídio colectivo."

Nota minha: aplique-se este raciocínio ao âmbito religioso da sociedade (sem perder de vista as dimensões apresentadas no texto), e tudo fará sentido tendo em conta o que está para sobrevir ao mundo...


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24 Março 2012

"Só resta à Igreja Católica desaparecer"

"Afirma que o seu novo livro, "Evangelho de Jesus, segundo Maria, mãe de João Marco, e Maria Madalena", irá provocar um abalo sísmico, ao apresentar a verdadeira palavra divina que põe a nu a "alta traição histórica a Jesus feita por Pedro e Tiago."

Mais frontal do que nunca, Mário de Oliveira - o padre Mário da Lixa, como é tratado por muitos - acusa o Ocidente de ter por Evangelho "uma mistura de Judaísmo bíblico, de politeísmo das religiões do paganismo, de filosofia platónica e aristotélica grega, e de ideologia/idolatria do Império romano", situadas nos antípodas da mensagem original de Jesus.

"Igreja Católica S.A." - a Igreja Católica, que ironicamente apelida de "sociedade anónima", dado o poderio financeiro de que dispõe, "caminha para a sua própria implosão", já que a sua conduta não poderia estar mais distante dos mandamentos originais. "Vale tudo, até tirar olhos", reforça.

Para consumar a mudança que afirma ser necessária, advoga uma "revolução antropológica-teológica", que só acontecerá quando "passarmos de animais racionais a seres humanos."

A opção de assentar a escrita do livro em provérbios deve-se à intenção do autor de facilitar a leitura da obra, graças a um estilo seco e direto que seja apreendido de imediato pelos leitores.

Apesar das críticas ferozes desferidas à Igreja, opta por demarcar-se dos autores, como José Saramago, José Rodrigues dos Santos ou Philip Pullman, que nos últimos anos publicaram obras polémicas sobre o tema.

Acusa-os mesmo de "explorar e divulgar lendas e teorias estapafúrdias, apresentadas com uma aura de científico, mas do tipo de científico que veste bata de médico dentista ou de farmacêutico, num anúncio televisivo. Mais do que escritores, são comerciantes da escrita", denuncia.

Convicto de que a Igreja, tal como existe há 20 séculos, "é irreformável e irrefundável", o padre Mário não tem dúvidas em afirmar que "só resta à Igreja Católica desaparecer, e quanto antes. Para bem da Humanidade"."

Fonte: "Jornal de Notícias" (negritos meus para destaque)

Nota: ainda que o Padre Mário seja constante e facilmente apelidado de sensacionalista, no âmbito deste espaço não deixam de ser interessantes algumas das suas afirmações.

Não vou arriscar aqui fundamentar ou contradizer as suas alegações sobre a Igreja Católica - a própria História tem-no feito e continuará a fazê-lo.

Contudo, fixo-me num excerto que, só por si, dá resposta a muitas das questões que se poderão colocar quanto ao que sucederá no futuro: a Igreja Católica é "irreformável e irrefundável". Ou seja, olha-se para trás e imediatamente se percebe o que está para a frente...


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23 Março 2012

"Oração em União"

Com parte do esforço de reavivamento e reforma, cuja dinâmica rapidamente se espalhou desde a Conferência Geral até aos membros da igreja em todo o mundo, um grande destaque tem sido dado à questão da oração - recordo os 10 dias de oração no início do ano e a iniciativa que sugere a cada membro orar às 7 da manhã e 7 da tarde/noite, todos os dias.

Recentemente, tomei conhecimento do programa de "Oração em União" (ou "O Poder da Oração em União"). Alguns amigos meus estão já seriamente envolvidos nesta prática e testemunham que tem sido uma enorme bênção para todos os participantes.

Assim, e principalmente para aqueles que ainda não ouviram falar deste programa, deixo dois links que, decerto, serão muito úteis.

1. Visite aqui a página dedicada à oração no website "Revival and Reformation" (em língua inglesa);

2. Descarregue aqui o livreto "Orando pelo Revaivamento - Um Guia Prático Para a Oração em União" (em língua portuguesa).
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O livreto contém instruções e motivação para (re)começar um projeto de oração. Que tal fazer isso na sua família, grupo de amigos, escola, em qualquer lado onde estiver...?


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Desastres naturais quadruplicaram em 40 anos

"A frequência de desastres naturais anuais quadruplicou no mundo entre a década de 1970 e 2010, indica uma nota do Instituto de Meteorologia (IM) para assinalar hoje o Dia Mundial da Meteorologia.

As menos de 100 ocorrências por ano dispararam para mais de 450 em quatro décadas, enquanto os prejuízos subiram de 7,6 mil milhões de euros para mais de 60 mil milhões em cada ano, em todo o mundo, ainda de acordo com os dados do IM. Em 2005, quando o furacão "Katrina" atingiu a costa Oriental dos Estados Unidos, os prejuízos ultrapassam os 160 mil milhões de euros.

Os especialistas admitem que o aumento possa ser "exacerbado pelas alterações climáticas, hoje reconhecidas como inequívocas" pelo Painel Intergovernamental de Alterações Climáticas (IPCC na sigla em inglês).

A subida da temperatura média do ar e dos oceanos são consequências dessa realidade, que implica a diminuição do gelo nos polos e a subida do nível médio da água do mar. "Portugal não escapa igualmente a fenómenos meteorológicos e climáticos extremos", considera o IM, enunciando depois as inundações, os fogos florestais, as secas e as ondas de calor como as situações mais frequentes no país.

Em consequência, cita o ano de 2003, onde uma onda de calor terá sido a responsável pela morte de mais de duas mil pessoas e os fogos florestais nesse mesmo ano como os desastres que mais impacto tiveram.

Já quanto a prejuízos, as cheias na Madeira em 2010 ocupam o topo da tabela, com custos de mil milhões de euros.

As secas são também destacadas na última década, designadamente a que ocorreu entre novembro de 2004 e fevereiro de 2006 e a que atinge a totalidade Portugal Continental atualmente, de forma extrema ou severa.

Fonte: Diário de Notícias (negritos meus para destaque)

Apenas relembrando:
"O refreador Espírito de Deus já está sendo retirado da Terra. Furacões, tempestades, incêndios e inundações, desastres em terra e mar, seguem-se um ao outro em rápida sucessão. A ciência procura explicar tudo isso. Os sinais que se avolumam em redor de nós, anunciando o próximo aparecimento do Filho de Deus, são atribuídos a qualquer outra causa que não a verdadeira. As pessoas não podem distinguir os anjos sentinelas, contendo os quatro ventos para que não soprem enquanto os servos de Deus não forem selados; mas quando Deus mandar a Seus anjos que soltem os ventos, haverá uma cena de conflito que pena alguma poderá descrever." (Ellen White, Manuscrito 100, 1893)
Não diga que não está avisado...


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16 Março 2012

A Igreja (Católica Romana) esteve sempre em crise

[Artigo de opinião de Henrique Raposo]

"A história da crise da Igreja faz lembrar outras histórias. A história da crise da democracia, por exemplo. As democracias estão sempre em crise existencial. Faz parte. Ou então também podemos falar da crise da América. A história do declínio dos EUA já era uma constante no século XX.

Portanto, quando me vêm falar na crise da Igreja, eu recordo sempre um facto que me está cravado na memória: de todas as manifs que Lisboa viu nos últimos anos, a mais esmagadora foi a missa de Ratzinger. O Público falava em 100 mil pessoas, e o i em 200 mil. Mas eram mais de 200 mil. Igreja em crise? Bom, se está em crise, tenho a dizer uma coisa: não gostava de ver uma Igreja sem crises; esta Igreja fraquinha já tem força suficiente.

Por norma, a conversa começa na ausência de fé, quer nas elites, quer no povão. Mas Eliot, nos anos 30, já se queixava do mesmo . E, um século antes, Kierkegaard começou Temor e Tremor da seguinte forma: "ninguém hoje se detém na fé (...) passarei, sem dúvida, por néscio se me ocorrer perguntar para onde por tal rumo se caminha".

Isto quer dizer que o nosso ar do tempo ateu é uma velharia com, pelo menos, século e meio. Depois, a narrativa da crise é alimentada pela devassidão de alguns padres e bispos. Outra coisa que também não é novidade. Se recuarmos no tempo, vamos encontrar os Bórgia. E, se recuarmos ainda mais, encontramos as críticas de Dante à podridão de uma Igreja em crise moral, uma Igreja já controlada pelos Bórgia da Idade Média.

Em Monarchia, Dante contestou o poder secular (isto é, político) do Papado. O florentino dizia que o trabalho da Igreja estava na esfera do poder espiritual e, por isso, os Papas abraçavam o pecado a partir do momento em que tocavam no poder secular e nas delícias da luxúria e da riqueza material. O poder secular devia ser da exclusiva responsabilidade do Imperador (Sacro Império Romano-Germânico), que recebia a sua autoridade directamente de Deus, sem necessitar da intervenção de Roma.

As duas jurisdições deviam estar bem separadas. A César o que é de César, a Deus o que é de Deus, não é verdade? Pois, é verdade. Mas, no tempo de Dante, este axioma moderno ainda não era um axioma, porque os Papas assumiam o papel de imperadores de trono e de cama. Bonifácio VIII, por exemplo, foi tão desastroso que conseguiu produzir o grande cisma do Ocidente: a deslocação do Papado para França (Avinhão, 1309-1377).

Crise da Igreja? Ao pé dos Bonifácio e dos Bórgias, as crises da Igreja de hoje parecem brincadeira de meninos. "

Fonte: Expresso (negritos meus para destaque)

Nota: gostava que Henrique Raposo desenvolvesse mais as suas ideias quanto a este assunto; pelo exposto, ficamos limitados a uma explicação que arrisca ser mais filosófica do que concreta, como seria mais benéfico.

E como não acredito que o autor - do pouco que o conheço - se sinta comprometido com conceitos estabelecidos, é pena ficar este sentimento de que o texto se dirige a intelectos mais esclarecidos e contextualizados ao assunto em causa do que ao comum cidadão que, por força da propaganda que se lhe dirige (e à qual este texto alude), poucas vezes consegue discernir a real intenção do que lhe é proposto.

Até porque, como sugere, e bem, Henrique Raposo, este não é um assunto novo...


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14 Março 2012

Católicos e mulçumanos reúnem-se para adorar Maria

"Católicos e muçulmanos estão planejando juntos um evento ecumênico em Itaipu Binacional, localizado em Foz do Iguaçu, PR, no próximo dia 24, em homenagem a Maria, mãe de Jesus, segundo jornal JIE de Itaipu.

A ideia para esse evento surgiu em um encontro de religiosos mundial, promovido em Nova York em julho de 2011, quando o secretário geral do Comitê para o Diálogo Cristão-Muçulmano, Mohammad Sammak, apresentou a proposta à Pastoral da Criança. O encontro entre católicos e muçulmanos é chamado “Maria, exemplo para todos nós.” Ele acontecerá pela primeira vez fora do Líbano, onde é realizado desde 2010.

Esse encontro religioso esta sendo organizado pela Coordenação da Pastoral da Criança Internacional, em conjunto com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e representantes da comunidade islâmica da região.

Maria é uma importante figura para estas religiões, sendo considerada santa pela Igreja Católica e aparecendo diversas passagens do Alcorão. No livro sagrado do islamismo, ela é citada 34 vezes, enquanto Jesus Cristo aparece 25 vezes.

Santa Maria é a senhora de todas as mulheres, uma imagem de fé”, disse o sheik Mohamed Khalil, que completou dizendo que o evento servirá para mostrar a importância que a mãe de Jesus tem dentro da cultura muçulmana. “Este encontro representa o amor e a paz”, definiu. (...)

A organização tem a expectativa de atrair 7 mil pessoas entre cristãos, mulçumanos e líderes de outras religiões, vindos de pelo menos 15 países ao Mirante do Vertedouro de Itaipu."

Fonte: Christian Post (negritos meus para destaque)

Nota: o futuro, talvez próximo, mostrará a importância deste tema na junção de esforços que haverá entre religiões (aparentemente) tão diferentes...


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12 Março 2012

Harold Camping reconhece erro na previsão de datas para o fim do mundo

"O evangelista Harold Camping apelidou a sua previsão errónea de que o mundo acabaria em 21 de maio, como uma "declaração incorreta e pecaminosa", e disse que o seu ministério está fora de futuras previsões.

"Nós aprendemos a lição muito dolorosa que toda a criação está nas mãos de Deus e Ele vai acabar o tempo no Seu tempo, não no nosso!" diz o comunicado publicado no website do seu ministério, assinado por Camping e a sua equipa. Reconhecemos humildemente que Deus pode não dizer ao Seu povo a data em que Cristo voltará, mais do que ele diz a ninguém a data em que vai morrer fisicamente.

A carta “Março 2012”, que incluiu vários mea culpas, foi lançada com uma nota do Conselho da “Family Radio”. O grupo tinha como intenção enviá-la primeiro para os ouvintes, mas publicou-a imediatamente "para evitar confusão" depois que foi libertada online.

Camping disse que as pessoas continuaram a desejar uma outra previsão, mas agora ele está convencido que os críticos estavam corretos sobre a admoestação bíblica de que "sobre aquele dia e hora, nenhum homem sabe".

"É preciso também reconhecer abertamente que não temos nenhuma evidência nova que aponta para uma outra data para o fim do mundo", escreveu ele. "Embora muitas datas estejam circulando, a Family Radio não tem interesse em sequer considerar uma outra data".”

Fonte: Religious News Service (negritos meus para destaque)

Se antes critiquei Harold Camping por fazer previsões acerca da data para a volta de Jesus, consequentemente o fim do mundo, desta vez não me resta alternativa senão enaltecer a posição assumida pelo evangelista americano.

De facto, é sempre com alegria quando alguém reconhece os seus próprios erros e se rende às evidências da Bíblia, única autoridade neste assunto (e muitos outros). E, com esta atitude, Camping acaba de demonstrar que, enquanto houver vida e raciocínio lógico, há sempre oportunidade de retificar erros, emendar caminho e servir de testemunha para benefício de outros. Creio que é este o contributo que ele dá neste momento.

Desejo-lhe que continue a estudar rigorosamente os ensinamentos da Bíblia. Estou certo que irá descobrir muitas outras verdades.


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